As suas obsessões com a materialidade e o significado da pintura fundiram-se de uma forma explosiva quando abandonou a Europa em 1988 para experimentar a vida em África para abandonar tudo o que lhe era familiar e confrontar a incerteza. Neste ambiente estranho, longe de todas as referências europeias, o seu trabalho sofreu uma enorme transformação.
A escassez dos materiais típicos da arte criou-lhe a necessidade de usar tudo o que pudesse encontrar: pigmentos locais e sedimentos marinhos são alguns exemplos. Quando regressou à Europa, este desenvolvimento encontrou expressão em enormes telas, que se tornaram a sua imagem de marca. Barceló limpou as suas telas de todas as referências culturais e autobiográficas que até aí eram frequentes e explícitas, substituindo-as por enormes extensões paisagísticas. Nesta fase as suas pinturas tornaram-se brancas, desoladas e desprovidas de ironia. Mas este branco não significa ausência mas o evitar do excesso. Fisicamente as superfícies eram ainda construídas com camadas de resina, tinta e verniz.
1. Pintura
2. Escultura
Miquel Barceló site oficial
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