O termo usado foi até o século XVII para designar o ácido nítrico diluído em água. Por ser usado num dos processos da calcografia, em que a imagem obtida na impressão é fixada sobre uma chapa metálica, após a corrosão dos traços do artista pelo ácido nítrico, o termo passou a designar, além do processo, a matriz usada para a impressão da gravura e a própria gravura, já concluída.
O processo se dá a partir do revestimento da chapa - que pode ser de ferro, cobre, alumínio, zinco ou latão - com um verniz de proteção, seguido da incisão do desenho que se deseja obter, com estilete ou outra ferramenta de ponta metálica, ou através de impressão fotográfica. Dessa forma, o desenho aparece onde o verniz foi retirado, sem arranhar o metal, permitindo a ação do ácido, que forma os sulcos em que a tinta será colocada. O tempo do mergulho no ácido pode definir tonalidades diferentes e o processo pode ser repetido inúmeras vezes.
A água-forte contrapõe a espontaneidade da linha, que traz para a imagem impressa o ar de desenho. Rembrandt (1606 - 1669) é considerado um dos maiores água-fortistas da história da arte, associando frequentemente a água-forte à ponta seca. Recorrem também à água-forte Albrecht Dürer (1471 - 1528), Lucas van Leyden (ca.1494 - 1533), Parmigianino (1503 - 1540), dos primeiros italianos a produzir águas-fortes originais a partir de seus próprios projetos e Francisco de Goya (1746 - 1828), destacando-se a famosa série, Os Caprichos, publicada em 1799.
Nasceu em Lisboa em 1931 e faleceu em 2008, Londres. Formou-se na Escola Superior de Belas-Artes entre os anos 1950 e 1956 e nos dois anos seguintes na na Slade School of Fine Art.
De 1961 a 1996 ensinou no Departamento de Gravura da Slade School of Fine Art. Foi Emeritus Professor in Fine Art da Universidade de Londres e Fellow do University College London e membro da Royal Society of Painter Printmakers. Foi também artista visitante em numerosas escolas de Belas Artes na Grã-Bretanha. No estrangeiro foi professor visitante da Universidade de Wisconsin, em Madison (1969 e 1980), na Konstkollan Umea, Suécia (1977 e 1978), no National College of Art em Lahore, Paquistão (1986 e 1987) e na Academia de Artes Visuais de Macau em numerosas ocasiões.
Esteve representado em inumeras exposições colectivas e individuais em cidades como Londres, Genebra, Roma, Lisboa e Nova Iorque.
A sua obra centrou-se na gravura, embora tenha produção significativa em desenho e pintura, azulejo, etc. Retomando uma técnica adaptada da água forte e que experimentara no início da carreira, nas últimas décadas realizou grandes painéis de pedra gravada para o metropolitano de Tóquio (Estação Nihonbashi) e de Lisboa (Estação Entre Campos).
A sua obra:
Anos 70
Nestas gravuras assistimos não apenas a uma inflexão temática mas também formal. À expressividade das séries iniciais sucede-se agora um rigor meticuloso, geometrizante; as imagens despem-se quase sempre de gente, sobrando paisagens agrestes e formas arquitetónicas, montanhas, rochedos, labirintos, arcos, esferas, pirâmides…
E a polissemiadestas imagens abre muitas delas a um outro tipo de leituras, sendo possível interpretá-las enquanto metáforas de prisão ou de um estado totalitário, como era na época o caso português.
Anos 80
A combinação da montagem fotográfica com a água-forte, experimentada nos anos de 1970, irá marcar as suas gravuras da década seguinte. Bartolomeu apropria-se agora de imagens alheias, de fotografias e mapas, de palavras e fragmentos de texto, que incorpora nas suas obras, em diálogos com o universo formal anterior de que resultam imagens de grande riqueza e complexidade.
Período Final
A sua estreita relação com a literatura e a poesia é explicitada de forma ainda mais inequívoca no extenso painel da Biblioteca, pertencente ao conjunto, em pedra gravada, que criou para o átrio sul da estação de metropolitano de Entre Campos (Lisboa, 1991), e que marca o arranque do seu último período. Aqui, Bartolomeu dos Santos apresenta-nos longas prateleiras onde dispõe uma vasta representação dos maiores da literatura portuguesa, a par de uma pequena seleção de favoritos pessoais que inclui Borges, Gabriel Garcia Márquez, Umberto Eco ou T. S. Eliot . É também aqui que se anuncia o novo tipo de opções formais, de cariz gestual, que iria prolongar-se nos trabalhos de gravura e pintura dos anos posteriores .
Os temas de Bartolomeu dos Santos abrangem um território vasto, que vai do olhar sobre si próprio às reflexões sobre a identidade coletiva (é sintomática a evocação do Tratado de Tordesilhas ou do 25 de Abril); ou da dimensão metafísica dos seus labirintos ao humor corrosivo e à turbulência das batalhas realizadas nos anos finais, onde os ferozes guerreiros da sua infância e juventude se transformaram em ratos de banda desenhada.
O happening é uma forma de expressão das artes visuais que, de certa maneira, apresenta características das artes cênicas. Neste tipo de obra, quase sempre planejada, incorpora-se algum elemento de espontaneidade ou improvisação, que nunca se repete da mesma maneira a cada nova apresentação.
O primeiro happening da história das artes ocorreu em 1952, nos EUA, no Black Mountain College, realizado pelo músico experimental John Cage. Dentre as realizações de Kaprow, destacam-se Environment, em 1960, An Apple Shrine, em 1960, e Chicken, apresentado em 1962. Os principais artistas norte-americanos são Jim Dine, Claes Oldenburg, Rauschenberg e Roy Lichtenstein.
O termo happening, como categoria artística, foi utilizado pela primeira vez pelo artista Allan Kaprow, em 1959. Como evento artístico, acontecia em ambientes diversos, geralmente fora de museus e galerias, nunca preparados previamente para esse fim.
Lourdes Castro frequentou a Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, concluindo o curso em 1956. Expôs individualmente pela primeira vez em 1955, no Funchal, participando também em algumas exposições coletivas em Lisboa.
Partiu para Munique em 1957 e, pouco depois, instala-se em Paris. No ano seguinte funda, juntamente com René Bertholo,Costa Pinheiro, João Vieira, José Escada, Gonçalo Duarte, Jan Voss e Christo, o grupo KWY.
No princípio da década de 1960 coleciona objetos quotidianos em assemblages, cobertos de cor prata, para, em seguida, passar a registar apenas a sua sombra.Publica, com Benjamin Patterson, Prints and Comments (1962). A partir de 1963 Lourdes de Castro começa a introduzir a cor no seu trabalho: uma cor uniforme - o vermelho, o azul ou o verde, por exemplo. Estas pesquisas sobre sombras e contornos entendem-se progressivamente da serigrafia à tela e do plexiglas ao pano, evoluindo as iniciais formasre cortadas e pintadas para "sombras deitadas" que culminam nas "sombras em movimento" o teatro de sombras (1973).
Pedro Cabrita Reis nasceu em Lisboa a 1956. É um dos importantes artistas portugueses, participando em enumeras exposições internacionais. O seu trabalho é muito diversificado (pintura, desenho, fotografia, escultura, ...).. Conjuga a coerência de propósitos e filiações temáticas com a capacidade de renovação e diversificação de métodos e materiais.
Ana Vieira nasceu em Coimbra em 1940 e passou a infância na ilha de S. Miguel, Açores. Frequentou a Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, terminando o curso de Pintura em 1964. Desde então que o seu percurso foi marcado por um desvio ao suporte do quadro pintado, em busca de construções cénicas e teatrais, ou da manipulação de figuras e objetos, criando “simulacros” que lidam essencialmente com a alegoria e a memória. Quatro décadas de trabalho unidas por uma invulgar coerência, no tipo de operação poética com que Ana Vieira visa sempre libertar imagens e objetos da sua própria existência material e mundana – seja através de ambientes, instalações, cenografias, recortes ou montagens. Ana Vieira vive e trabalha em Lisboa.
Ganhou muitos prémios, entre eles:
1ª Bienal dos Açores e do Atlântico (1985)
Concurso Dyrup/Cidade de Lisboa (1ª fase) com o Arquitecto Victor Mestre (1986/87)
A.I.C.A. - Associação International de Críticos de Arte/ S.E.C - Secretaria De Estado da Cultura